Estado promove ação de combate a sífilis congênita em hospitais e maternidades

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Mãe aos 16 anos, Carla (nome fictício para não identificar a adolescente) transmitiu sífilis para o filho devido ao diagnóstico tardio e um tratamento inadequado. Ela teve apenas três consultas em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da capital, quando o preconizado pelo Ministério da Saúde são, no mínimo, sete ao longo da gestação.

Carla deu a luz nesta semana na Maternidade Albert Sabin e ambos iniciaram o tratamento imediatamente. Infelizmente, esta é uma história comum e justamente para mudar essa realidade, neste sábado (23), Dia Estadual de Combate à Sífilis Congênita, maternidades da capital e do interior realizaram atividades educativas, ações de prevenção e mobilização da comunidade e testagem para o diagnóstico da sífilis.

O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, acompanhou as atividades na manhã deste sábado (23), na maternidade Albert Sabin, em Salvador, e no Hospital Geral Menandro de Faria, em Lauro de Freitas. Segundo ele, há uma falha grave na atenção básica no município de Salvador, que responde por mais de metade de todos os casos de sífilis da Bahia.

“Mesmo que a gestante seja diagnosticada de modo precoce, ela tem sido reinfectada, pois o parceiro não realizou o tratamento, o que demonstra a falta de acompanhamento”, afirma o titular da pasta da Saúde. “Vi situações preocupantes. Uma adolescente de 14 anos chegou a fazer sete consultas pré-natais, foi tratada e o filho nasceu com sífilis”, ressalta o secretário.

Na avaliação de Vilas-Boas, os municípios devem desenvolver ações efetivas para a administração da penicilina nas unidades da atenção básica; implementar ações de vigilância epidemiológica da sífilis, com destaque para sífilis em gestantes e da sífilis congênita, no município, em todos os níveis de atenção; notificar todos os casos de sífilis (adquirida, gestante e congênita); implantar a busca ativa de sífilis congênita em menores de dois anos, em hospitais, maternidades, dentre outros

Meta

Dentre as consequências da sífilis para o feto, destacam-se o abortamento, parto pré-termo, manifestações clínicas e/ou morte do recém-nascido. Entre 2012 e 2017, a Bahia registrou mais de 5,5 mil novos casos de sífilis congênita. “A nossa meta é reduzir em 20% o número de novos casos até o fim de 2018, e eliminar todos os casos até 2021”, afirma o secretário.

Até 2021, a previsão é aumentar a cobertura da testagem durante o pré-natal em 80%. Já referente ao tratamento, para este mesmo período, a estimativa é ampliar a cobertura das ações de profilaxia de transmissão vertical da sífilis em gestantes e em crianças expostas, com a oferta de 80% de tratamento adequado de recém-nascidos com sífilis congênita.

Programação

Na capital, das 7h às 13h, o Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba) e as maternidades José Maria de Magalhães Netto, João Batista Caribé, Albert Sabin e Tsylla Balbino, bem como o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), desenvolveram uma programação especial neste sábado. Foram distribuídos preservativos, panfletos informativos, além da realização de roda de conversa e testes rápidos para o diagnóstico de sífilis. No interior, o hospital Geral Menandro de Faria, em Lauro de Freitas e os hospitais Regional de Guanambi e Geral de Ipiaú promoveram atividades similares.

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